Segunda-feira, Março 08, 2010

Ensinar o Serviço Social com Ordem

Aprender o Serviço Social na Universidade Lusófona, transmitido por um corpo de Docentes de excelência, (senão o maior Núcleo de Assistentes Sociais do país ao serviço do Ensino Superior e do Serviço Social) alicerçado no conhecimento teórico e prático, decorrente das várias disciplinas e dos estágios pré-profissionais que compõem a licenciatura, é formar profissionais que fazendo uso de um corpo de competências técnicas e científicas intervêm junto de indivíduos, famílias ou grupos, nas mais diversas esferas da sociedade civil.

A mutação da sociedade actual, originada pela Globalização cada vez mais presente, leva a que este técnico superior exerça a sua actividade profissional segundo tecnicismos impostos pelas instituições que os emprega e os inibe do seu verdadeiro papel de Assistente Social. A condição de mediador entre a sociedade e o Estado não deve estar baseada única e exclusivamente nestes tecnicismos. Cada vez mais existe a necessidade da humanização dos serviços por parte deste actor, procurando utilizar estratégias dinâmicas e pró-activas, promotoras da qualidade de vida e bem-estar social.

Com certeza que, e do nosso ponto de vista, a Ordem é vital para a sustentabilidade desta actuação, promotora da renovação do ego profissional e reforço da importância da carreira de Técnico Superior de Serviço Social na sociedade civil e aqui não podem estes Profissionais estar desatentos às alterações que levam à desprofissionalização que nos últimos anos se tem verificado em desfavor deste interventor social.

É emergente a criação da Ordem dos Assistentes Sociais, para que exista a salvaguarda dos direitos da classe profissional, como órgão de defesa e regulador da profissão.

É sabida a importância da Associação dos Profissionais de Serviço Social (APSS) pelo que arriscamos a dizer que “sem ovos não se fazem omeletas” pois dos quase sete mil profissionais de serviço social que existem em Portugal, só, cerca de três mil se encontram inscritos na Associação dos Profissionais de Serviço Social.

Esta situação será certamente do agrado de outras carreiras profissionais que aproveitando alguma desatenção de todos nós reforçam a sua presença na área do social, nomeadamente e utilizando a nova terminologia “psico-oncológicos” ou de outras carreiras da área da saúde que usurpam de forma permitida e autorizada o lugar e funções do Assistente Social.

A leitura do documento que se encontra em análise pública designado por “Requisitos para prestação de Cuidados em Oncologia” é disso testemunha na medida em que o AS é preterido a favor do psico-oncológico.

Multidisciplinaridade, pluridisciplinaridade, sim, claro, mas pelos vistos só com algumas carreiras profissionais.
Vitor Bento Munhão
Licenciado em Serviço Social pela ULHT
Mestrando em Serviço Social – Gestão de Unidades Sociais e de bem-estar
Clara Gaidão
Licenciada em Serviço Social pela ULHT
Mestranda em Serviço Social – Gestão de Unidades Sociais e de Bem-estar

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