O Final do século XX evidencia a disposição de agentes privados, públicos e do terceiro sector de lutarem contra a exclusão social. Nos países desenvolvidos, os antagonismos sociais postos em termos de luta de classes foram dando lugar a um processo de mobilização em prol de grupos e comunidades afastados ou inferiorizados em relação aos centros de poder. A consciencialização de segmentos actuantes no centro dos sistemas económico, social, político e cultural têm vindo a promover a busca de acordos e parcerias para a realização de programas ou projectos comuns com um forte conteúdo social, suplementando acções de governo, com o objectivo de incorporar formas mais plenas do ponto de vista económico e social, aos segmentos marginalizados por insuficiência financeira, desvantagens culturais ou raciais, deficiências físicas, assim como por questões ambientais. O foco das parcerias sociais deve ser, além da colocação em prática de novas iniciativas e da colaboração entre instituições - neste caso das IPSS - e empresas, a efectiva capacidade de contribuir para mudanças de políticas públicas que tenham carácter meramente assistencialista, ou seja, apenas geradoras de efeitos efémeros. As parcerias sociais, enfrentam o desafio de quebrar o isolamento e a exclusão social, através de acções concertadas, que visem a promoção e a partilha de novas regras e ideias que permitam superar a separação das lógicas económicas, sociais e políticas, enquanto visão aglutinadora das diferentes políticas sectoriais contemporâneas de convivência social. A responsabilidade sócio - empresarial, tem recebido cada vez mais atenção, não só pelos estudos científicos, como também pela prática e adesão das muitas empresas comprometidas com as metas do milénio.
“…A 31 de Janeiro de 1999, no decorrer do Fórum Económico Mundial, o Secretário-Geral das Nações Unidas - Kofi Annan, desafiou os líderes de negócio a participar na iniciativa internacional do Global Compact.
Esta iniciativa visa, em conjunto com as Nações Unidas, os trabalhadores e a sociedade civil apoiar 10 princípios nas áreas dos direitos humanos, do trabalho e do ambiente. Para cumprir os seus objectivos o Global Compact tem proporcionado facilitação e sensibilização através de vários mecanismos de diálogo e aprendizagem, de estruturas locais e projectos….”
[Annan, Kofi; 31 de Janeiro, Nações Unidas]
Neste contexto, definir o planeamento estratégico da LAHDB, obriga-nos a efectuar uma análise do passado e do presente desta IPSS, enquanto ferramenta de análise de projecção de resultados que se procuram no futuro – a continuidade na promoção do bem-estar e nas respostas sociais ao doente/utente do HNSR e comunidade em geral. Neste sentido foram estabelecidas para 2009, algumas linhas orientadoras de forma a tentar levar por diante os objectivos desta Instituição, junto de quem mais necessita, a qual continuará a promover a articulação entre os diferentes parceiros, serviços e conselho de Administração do Hospital de Nossa Senhora do Rosário.
A carência socioeconómica latente na sociedade e as crescentes demandas por parte de quem não possui meios para adquirir as tão importantes ajudas técnicas ou o apoio ao doente ostomizado, obriga a que este tipo de instituições (IPSS) intervenha no sentido da procura de respostas e na adequação de meios, que, no caso concreto da LAHBD presta o seu apoio junto de uma unidade hospitalar. Desde 2006, temos vindo a adquirir um conjunto considerável de equipamentos, os quais têm sido colocados ao serviço do doente/utente. A título de exemplo podemos referir, as cadeiras de rodas (75 unidades) as quais já chegaram aos Países dos PALOP, camas articuladas (5 unidades), colchões anti escaras (21 unidades), o que representa um enorme esforço financeiro, face ao curto espaço de tempo em que os adquirimos bem como o apoio prestado a 663 utentes ostomizados, desde 2004. De salientar o bom trabalho conjunto com algumas das empresas fornecedoras de bens e serviços, não esquecendo contudo e não menos importante, a quotização dos nossos associados. É com base nesta metodologia que a LAHDB tem desenvolvido nos últimos anos o seu trabalho de intervenção social.
Consciente da dimensão sócio-humanitária do seu trabalho, este só tem sido possível graças à participação activa das parcerias com as muitas entidades privadas e públicas, numa atitude de cidadania participativa junto da Comunidade.
Bibliografia
· Annan, Kofi; 31 de Janeiro 1999, Nações Unidas, www.un.org
“…A 31 de Janeiro de 1999, no decorrer do Fórum Económico Mundial, o Secretário-Geral das Nações Unidas - Kofi Annan, desafiou os líderes de negócio a participar na iniciativa internacional do Global Compact.
Esta iniciativa visa, em conjunto com as Nações Unidas, os trabalhadores e a sociedade civil apoiar 10 princípios nas áreas dos direitos humanos, do trabalho e do ambiente. Para cumprir os seus objectivos o Global Compact tem proporcionado facilitação e sensibilização através de vários mecanismos de diálogo e aprendizagem, de estruturas locais e projectos….”
[Annan, Kofi; 31 de Janeiro, Nações Unidas]
Neste contexto, definir o planeamento estratégico da LAHDB, obriga-nos a efectuar uma análise do passado e do presente desta IPSS, enquanto ferramenta de análise de projecção de resultados que se procuram no futuro – a continuidade na promoção do bem-estar e nas respostas sociais ao doente/utente do HNSR e comunidade em geral. Neste sentido foram estabelecidas para 2009, algumas linhas orientadoras de forma a tentar levar por diante os objectivos desta Instituição, junto de quem mais necessita, a qual continuará a promover a articulação entre os diferentes parceiros, serviços e conselho de Administração do Hospital de Nossa Senhora do Rosário.
A carência socioeconómica latente na sociedade e as crescentes demandas por parte de quem não possui meios para adquirir as tão importantes ajudas técnicas ou o apoio ao doente ostomizado, obriga a que este tipo de instituições (IPSS) intervenha no sentido da procura de respostas e na adequação de meios, que, no caso concreto da LAHBD presta o seu apoio junto de uma unidade hospitalar. Desde 2006, temos vindo a adquirir um conjunto considerável de equipamentos, os quais têm sido colocados ao serviço do doente/utente. A título de exemplo podemos referir, as cadeiras de rodas (75 unidades) as quais já chegaram aos Países dos PALOP, camas articuladas (5 unidades), colchões anti escaras (21 unidades), o que representa um enorme esforço financeiro, face ao curto espaço de tempo em que os adquirimos bem como o apoio prestado a 663 utentes ostomizados, desde 2004. De salientar o bom trabalho conjunto com algumas das empresas fornecedoras de bens e serviços, não esquecendo contudo e não menos importante, a quotização dos nossos associados. É com base nesta metodologia que a LAHDB tem desenvolvido nos últimos anos o seu trabalho de intervenção social.
Consciente da dimensão sócio-humanitária do seu trabalho, este só tem sido possível graças à participação activa das parcerias com as muitas entidades privadas e públicas, numa atitude de cidadania participativa junto da Comunidade.
Bibliografia
· Annan, Kofi; 31 de Janeiro 1999, Nações Unidas, www.un.org
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