Sexta-feira, Abril 25, 2008

Da Bagas do Sambaro, às agruras do Sousa. "Viagra em Missirá!

por Jorge Cabral (Estórias Cabralianas)
Aos Domingos vestíamo-nos à paisana e dávamos longos passeios à volta da parada, imaginando praças, avenidas, ruas, adros de igreja e até estações de comboio. Depois entrávamos na Cantina e invariavelmente pedíamos Um fino e tremoços.Não havendo tremoços, triplicávamos a cerveja, não sem o Pechirra, o nosso motorista, explicar a importância do acompanhamento em falta, o qual segundo ele possuía um monumental efeito afrodisíaco, pois… e lá contava uma delirante estória das suas proezas sexuais.
Só os soldados africanos e algum adido metropolitano periquito, ainda o escutavam, embora o seu calão portuense fosse dificilmente traduzível.
Uma vez o bazuqueiro Sambaro anunciou, que possuía umas bagas suma tremoço tão boas que um homem podia estar toda a noite… Achei piada. À basófia tripeira respondia a basófia fula… Afinal as diferenças não eram assim tão grandes…O certo é que Sambaro foi buscar as tais bagas, e calhou ao Sousa experimentar.
Ao fim de uma hora resultou. Passadas quatro horas continuava a resultar. Oito horas depois o Sousa uivava de dor, e suplicava-me a sua evacuação. Que fazer?
Reuni com os furriéis. Podia eu lá evacuar um soldado com aquele motivo ?! Que escreveria na mensagem? Ataque de te…?
Pragmático o Amaral sentenciava:
- O que sobe, desce - e o Branquinho acrescentava:
- Não há mal que sempre dure, nem bem que nunca acabe.
- E quanto ao Pires inventava:
- A curiosidade não matou, inchou o gato.Tomada a decisão, o pobre do Sousa aguentou três dias, como um herói.Quando terminei a comissão, deixei-lhe proposto um louvor “porque durante setenta e duas horas suportou com estoicismo a dor resultante de fogo interno, devendo ser apontado como exemplo da virilidade lusitana"...
Parece que o Polidoro (2) não concordou. Enfim, injustiças…
Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2006

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Palavras para quê?

Uma lição de vida?
Vamos aprender mais um bocadinho de solidariedade.




2008-04-25 Vitor Munhão

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Terça-feira, Abril 22, 2008

peeeooopleee!!!!!!!!!!!!!! HAPPYBIRTHDAY TO YOU
Stop the world ...
(AINDA FALTA UMA SEMANA, MAS PARA NÃO HAVER DESCULPAS NEM ESQUEÇIMENTOS, AQUI FICA O POSTIT)
Geeeennteeee ... Sabem que Cascais vai parar no dia 7 de Maio???
Vai Vai .... e estão todos convidados!
Principe Eduardo, aquele lá dos British tão a ver? esteve por lá para dar ordem aos preparativos deste grandioso dia ... sim, porque quando gente da fina flor e linhagem real, está quase no Birthday isto tem que ser bué da bem preparado né? xiquérrimo mesmo ricoooss....
Mas não pensem que Lili Canecas esteja presente tá? Muito menos o Castelinho Pintado, boooaaaaa!!!!!!!!!!!!!! Esse anda preocupada com a nova linha de lingerie para homens!! eheheheheh
O Jantar, a confirmar a ementa e não o numero de pessoas, porque todos mas todos convidados, sim porque esta coisa de ser do Estoril, people na tem nada a ver com aquela coisa do "Close do Estoril", lá para os lados de Cascais, não é para todos riiccããã!!! A comezaina será na "Taberna do Zé da Galega" o Eduardinho "The Prince" logo confirma essas coisas, com uma pré preparação ambientadora do estomago no Bar da Braancamp.
Agora ... façam um esforço mental e adivinhem lá quem faz aninhos???? huumm huuumm
Que coiissããã Tiiiããããã!!! É assim tão dificil meninos e meninas??

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Segunda-feira, Abril 21, 2008

Enfim ... vale a pena ler!!!

Caros e caras colegas
Isto está impossivel!!!!!!!!

De facto ou se tem muito estômago ou não aconselho a leitura de "Estórias Cabralianas".
Péssimo, barulhento, desmotivante não leiam, faz mal ao figado, sabem porquê?
São Estórias Cabralianas ... não sabem o que é?

Falemos sério .... só um minutinho tá?

Para a má disposição não há melhor ... Bebam umas Estórias antes ou depois da refeição, vão ver que passam muito melhor o dia, bebam quantas quiserem não acusa no balão ...

Vitor Munhão

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DOS AMORES, DOS PEQUENINOS ALFEROS CABRAL E DO FALSO FILHO

uuuppssssssss Eu não acredito, o Prof Jorge??? o SexSimbol???
naaaa nem pensar!!!!!!
Quando falamos em mulheres, pede logo um bitoque com um ovo a cavalo
... eheheheh
E o Amor, existiu? Não falo de mulheres grandes a partir catota, nem de bajudas a partir punho, e muito menos das rápidas e alcoolizadas visitas às casas de prazer, para... mudar o óleo.Amor mesmo, paixão, dele para ela, dela para ele. Difícil, raro, mas aconteceu. Contaram-me que uma bajuda que tivera um filho do Furriel X, o seguiu até Bissau, e na hora da partida do navio entrou na água com o bebé, tendo morrido ambos. Então jovem e ingénuo literato, cheguei a alinhavar uma ópera, na qual imaginava o militar em pranto, a querer lançar-se ao mar e a ser impedido pela força das armas…Por mim tive duas namoradas, a Modji Daaba, da qual já falei em prosa e verso, e a Mariama Djaló. Dois amores… E nenhuma loira, nem morena… Ambas negríssimas e muito belas. Filhos, julgo que não. Convém aliás matar de vez os boatos que então circulavam.A certa altura, não sei bem porquê, as mulheres começaram a dar o meu nome aos filhos e, em pouco tempo, abundavam os pequeninos Alferos Cabral. Obviamente que as confusões e os equívocos surgiram. Depois de passear comigo na Tabanca, um Alferes garantia, no Bar dos Oficiais de Bambadinca, que o Cabral só em Fá Mandinga tinha mais de vinte filhos. E pior ainda, um soldado periquito em Missirá, foi acordar o Branquinho porque, estando eu de férias, ouviu as mulheres aos gritos:- Alfero Cabral muri! Alfero Cabarl muri!Por tudo isso não me surpreendeu o telefonema que, há cerca de cinco anos, recebi. Um guineense informava ser meu filho. Porém ele voltou a telefonar, dizendo que era a minha cara, nariz e olhos iguaizinhos, e quanto ao corpo, toda a Tabanca concordara, parecia mesmo o Cabral.Confesso ter ficado preocupado. Um filho–homem na idade de ser avô… Mandei-o vir ao escritório, e logo que o vi, suspirei de alívio. O vigoroso mulato tinha quase dois metros, e… olhos azuis! Quanto ao local e à data de nascimento também não condiziam.- Filho, não és! Serás primo! - afiancei-lhe.É que Cabrais há muitos, e Cabrões ainda mais!...


por Jorge Cabral (1)

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Madrinhas de Guerra? Pois também herdei uma....

Uma não, quatro. Emprestado ao Pelotão, havia um Cabo velhinho, o Carvalho, que se correspondia com catorze. A bem dizer não fazia mais nada. Logo pela manhã, montava a banca e escrevia, escrevia…Acabada a comissão, Carvalho distribuiu as madrinhas.


Das quatro que me calharam, três duraram pouco, o que não me admirou. Para cada uma, inventara uma estória, assumindo diferentes personagens e construindo cenários, nos quais a realidade da guerra surgia transmutada, mais parecendo um antigo romance de cavalaria.Uma porém aguentou.

Muito jovem, interna num Colégio alentejano, confessou que quando não percebia o que eu queria dizer, perguntava à Professora de Português.Foi da Professora que recebi uma queixa, endereçada ao senhor Comandante, S.P.M. 5358, denunciando a falta de pudor do correspondente.

Que havia sucedido? Na altura, logo após a visita do Amoroso Bando das Quatro (1), uns violentos ardores urinários atingiram metade do Pelotão, deixando-me preocupado, até porque o médico do Batalhão, o Drácula, castigava quem se apresentasse sofrendo daqueles males.Talvez por essa preocupação e não sei a que propósito, tinha inserido na missiva a expressão “onírica gonorreia”.Respondi à Professora, dando-lhe toda a razão, o atrevido já fora castigado. “Calcule Senhora Professora que a dita deixou de ser onírica, e agora é bem real!”.O certo é que deixei de ter Madrinha de Guerra!Mas acreditem ou não, quando passo na Cidade alentejana, onde ela estudava, sinto sempre os tais ardores…Stress literário pós- venéreo?

Jorge Cabral

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