Segunda-feira, Fevereiro 13, 2012

Não existem respostas a Sul ... Estranho!!!

Segundo o Ministério da Saúde, Cuidados Paliativos são prestados a doentes em condição de intenso sofrimento resultante de doença incurável em fase avançada e rapidamente progressiva.

O Cuidado Paliativo consiste em promover, tanto quanto possível e até ao fim, o bem-estar e a qualidade de vida destes doentes e seus familiares. São cuidados activos, coordenados e gerais, que incluem o apoio à família, prestados por equipas e unidades específicas de cuidados paliativos, em internamento ou no domicílio, segundo vários níveis de diferenciação. Têm como componentes essenciais o alívio dos sintomas, o apoio psicológico, espiritual e emocional do doente, o apoio à família e o apoio durante o luto, condição que implica o envolvimento de uma equipa interdisciplinar de estruturas e competências diferenciadas.

Os cuidados paliativos têm como objectivo proporcionar ao doente em fase final de vida a possibilidade de receber cuidados num ambiente apropriado, que promova a “dignidade do doente incurável na fase final da vida”.

Ora bem … em quase nada observei na reportagem de hoje na TVI este conceito, mas sim um preocupação desmedida em arranjar espaço, muito espaço e a qualidade? enfermeiros de luvas a massajar as mãos do doente, o toque humano, o calor é com luvas? Penso que não! Um familiar teve que procurar apoio psicológico … Estranho!!!

Numa certa unidade a norte, em 1º lugar comenta-se que não existem listas de espera, em seguida já têm listas de espera em que ficamos? Afirmam que, a Sul não existem respostas para este tipo de cuidado, cada vez mais importante numa sociedade que se torna “gelada e sem sabor” do ponto de vista humano. Falaram em unidades no interior e outras a Sul, afinal sempre existem, quando nem preocupação julgo eu, demonstraram em perceber onde existem pois se o fizessem tinham percebido que existe uma pequena de tamanho mas Grande em qualidade humana e organizacional na Cidade do Barreiro, Unidade de Cuidados Paliativos do Hospital Nossa Senhora do Rosário (CHBM, EPE).

É estranho, muito estranho que não se fale nesta unidade que, e do meu ponto de vista devia ser referenciada como unidade de excelência, a todos os níveis, se já o é de forma informal, pergunto qual o receio de a oficializar?

Dignidade, falamos da dignidade humana, qualidade em final de vida para o doente.

Muito se fala em Cuidados Paliativos é “fachion” o costureiro é que não sei porque se o/a conhecer digo-lhe que “não sabe tirar medidas”.

Domingo, Fevereiro 12, 2012

Afinal de contas continua tudo na mesma … ou pior!!!

Nem sempre a mudança é, sinal de que algo mudou!
Alguém me confidenciava que o Assistente Social sustenta uma profissão nobre e de grande carácter humano! Nunca pensei estar tão angando!
Ora bem, a actual condição social, muito em especial a que se vive no momento na Europa e não se sabe até quando, não vislumbra bom “prenúncio”, muito pelo contrário o declínio da qualidade social do cidadão europeu, muito em especial em Portugal está cada vez mais comprometida obrigando a uma intervenção activa e criativa do assistente social e que do meu ponto de vista não deve ser sustentada única e exclusivamente no tecnicismo moderno, computadores, papeis e mais papeis esquecendo-se em muito do conceito de humanização, o diálogo!
O assistente social é obrigatoriamente quer queiram quer não … “O” profissional de eleição para constituição e implementação das políticas sociais entre o Estado e a sociedade!
“A profissão de Serviço Social promove a mudança social, a resolução de problemas nas relações humanas e o reforço da emancipação das pessoas para promoção do bem-estar. Ao utilizar teorias do comportamento humano e dos sistemas sociais, o Serviço Social intervém nas situações em que as pessoas interagem com o seu meio. Os princípios dos direitos humanos e da justiça social são fundamentais para o Serviço Social.” [declaração de princípios – Ética no Serviço Social APROSS]
Supostamente deveria ser assim … errado!!!

Cada vez mais observamos um tecnicismo desmesurado e um salve-se quem puder que até assusta, tudo isto porque cada vez mais esta profissão é remetida ao silêncio, ultrapassada por competências que do meu ponto de vista nada tem a ver com o serviço social propriamente dito mas, até posso compreendo que outras profissões se “apoderem de uma área que está “dormente”, não aceito, mas entendo a capacidade organizativa de outras profissões, agora não posso aceitar que o serviço social cada vez mais, seja “ensinado” por quem nada tem a ver com esta profissão!
Quando observamos que a docência do ensino superior no serviço social que em muito declina a plataforma humanizadora apregoando teorias descabidas e éticas algo esquisitas, são promovidos cada vez mais pontos de vista teóricos sustentados em realidades que em nada se adequam à nossa realidade, ao contexto português, estamos mesmo mal!
Muito teoria e pouca “prática” em que antropólogos, psicólogos, politicas sociais entre outras profissões da “moda”, opinam sobre a metodologia teórica e prática do serviço social sem nunca terem passado pela prática, que diabos onde estão os assistentes sociais de experiência?
Isto faz lembrar um pouco aquela velha máxima, “com tantos treinadores portugueses experientes e de provas dadas foram contratar um estrangeiro”, no ensino é exactamente a mesma coisa ou pior, com tanto assistente social experiente e com experiência, ninguém lhes pede no mínimo uma opinião!

Não vislumbro bom presságio para a nossa classe … penso seriamente em começar a ensinar arquitectura!
Vamos muito mal, muito mal mesmo!!!!
Aquele que dormem é bom que acordem, pois podem não acordar mais!