Segundo o Ministério da Saúde, Cuidados Paliativos são prestados a doentes em condição de intenso sofrimento resultante de doença incurável em fase avançada e rapidamente progressiva.
O Cuidado Paliativo consiste em promover, tanto quanto possível e até ao fim, o bem-estar e a qualidade de vida destes doentes e seus familiares. São cuidados activos, coordenados e gerais, que incluem o apoio à família, prestados por equipas e unidades específicas de cuidados paliativos, em internamento ou no domicílio, segundo vários níveis de diferenciação. Têm como componentes essenciais o alívio dos sintomas, o apoio psicológico, espiritual e emocional do doente, o apoio à família e o apoio durante o luto, condição que implica o envolvimento de uma equipa interdisciplinar de estruturas e competências diferenciadas.
Os cuidados paliativos têm como objectivo proporcionar ao doente em fase final de vida a possibilidade de receber cuidados num ambiente apropriado, que promova a “dignidade do doente incurável na fase final da vida”.
Ora bem … em quase nada observei na reportagem de hoje na TVI este conceito, mas sim um preocupação desmedida em arranjar espaço, muito espaço e a qualidade? enfermeiros de luvas a massajar as mãos do doente, o toque humano, o calor é com luvas? Penso que não! Um familiar teve que procurar apoio psicológico … Estranho!!!
Numa certa unidade a norte, em 1º lugar comenta-se que não existem listas de espera, em seguida já têm listas de espera em que ficamos? Afirmam que, a Sul não existem respostas para este tipo de cuidado, cada vez mais importante numa sociedade que se torna “gelada e sem sabor” do ponto de vista humano. Falaram em unidades no interior e outras a Sul, afinal sempre existem, quando nem preocupação julgo eu, demonstraram em perceber onde existem pois se o fizessem tinham percebido que existe uma pequena de tamanho mas Grande em qualidade humana e organizacional na Cidade do Barreiro, Unidade de Cuidados Paliativos do Hospital Nossa Senhora do Rosário (CHBM, EPE).
É estranho, muito estranho que não se fale nesta unidade que, e do meu ponto de vista devia ser referenciada como unidade de excelência, a todos os níveis, se já o é de forma informal, pergunto qual o receio de a oficializar?
Dignidade, falamos da dignidade humana, qualidade em final de vida para o doente.
Muito se fala em Cuidados Paliativos é “fachion” o costureiro é que não sei porque se o/a conhecer digo-lhe que “não sabe tirar medidas”.